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Os 20 Melhores Livros de Clarice Lispector para Ler

Descubra os romances imperdíveis de Clarice Lispector que cativam leitores com sua profundidade psicológica e prosa poética.

02/07/2024 11:39:21
Os 20 Melhores Livros de Clarice Lispector para Ler

Imagine-se em uma tarde tranquila, com uma xícara de café e um bom livro. Poucos autores conseguem nos transportar para mundos tão íntimos e reflexivos como Clarice Lispector. Seus romances e contos são conhecidos por explorar as profundezas da alma humana, revelando nuances e complexidades que tocam diretamente o coração do leitor. Ler Clarice é embarcar em uma viagem introspectiva, onde cada palavra é cuidadosamente escolhida para criar uma experiência literária única e envolvente.

Ao escolher o próximo livro de Clarice Lispector para ler é importante considerar o tipo de narrativa que mais lhe atrai. Seus escritos variam desde romances profundos até contos curtos e incisivos. Alguns dos seus livros mais famosos, como A Hora da Estrela e Laços de Família, são ótimos pontos de partida para novos leitores. Leia as resenhas e sinopses para entender melhor a temática abordada, já que seus textos podem ser intensos e, às vezes, desafiadores. Tenha em mente que a escrita de Clarice não é para ser lida com pressa; ela exige tempo e reflexão para ser plenamente apreciada.

OUR SELECTION

5
A descoberta do Mundo
As crônicas de Clarice Lispector publicadas no Jornal do Brasil de 1967 a 1973 nos permitem compreender melhor a escritura desta que se consagrou como uma das maiores escritoras do Brasil. Se nos contos e romances o mistério de uma narrativa envolve o leitor num processo quase que iniciático, nas crônicas esse mistério vai aos poucos sendo desvendado, revelando o mundo pessoal e subjetivo da autora enigmática que viveu no Leme, próximo às areias e ao mar de Copacabana, que tanto apreciava. Ao aceitar o convite do JB para escrever uma coluna aos sábados, Clarice Lispector sente a estranheza entre ser escritora e jornalista: "Na literatura de livros permaneço anônima e discreta. Nesta coluna, estou de algum modo me dando a conhecer", comenta na crônica de 21 de setembro de 1968. Gênero leve, ameno, de leitura mais fácil, a crônica traz quase sempre a interpretação de um fato conhecido por todos, investido pela subjetividade de quem comenta o assunto, dando um sabor novo ao acontecido. Com a sua despretensão, a crônica quebra o monumental, o extraordinário, celebrando o cotidiano, o dia a dia e mostra belezas insuspeitáveis através da argúcia, da graça, do humor de quem a escreve. A informalidade investe de leveza uma linguagem cuja densidade busca revelar o segredo das coisas mais simples, o cotidiano transfigurado pelo olhar de Clarice, que redescobre nas Macabéas de todo dia a luminosidade de uma presença estelar. Entre flanelas e vassouras, mulheres simples e humildes se transformam em personagens que se eternizam. Aninha, Jandira, Ivone ou Aparecida são algumas dessas estrelas que saem de suas vidas apagadas para serem reveladas pelo olhar atento e sensível, onde escapa, por vezes, um leve e sorrateiro toque de humor, como no caso da empregada que fazia análise, ou da "mineira calada", que gostava de ler livros complicados.

14
A Cidade Sitiada
A cidade sitiada faz parte do conjunto de três romances que Clarice escreveu antes de completar 30 anos. O primeiro, Perto do coração selvagem , foi lançado no ano em que ela se casou, 1943, o terceiro, no ano em que teve o primeiro filho, 1949. Escrita e gravidez correram em paralelo e, como Clarice relatou em carta à irmã, Tania, "quando terminei o último capítulo, fui para o hospital dar à luz o menino". Esse detalhe íntimo poderia ser supérfluo caso A cidade sitiada não estivesse tão completamente entrelaçado com a vida da autora, que padecia em Berna, a mesma "solidão vazia" e a mesma angustiosa melancolia que sua personagem, Lucrécia Neves, sofria no subúrbio de São Geraldo. Em outra carta, Clarice afirmou: "É ruim estar fora da terra onde a gente se criou, é horrível ouvir ao redor da gente línguas estrangeiras, tudo parece sem raiz; o motivo maior das coisas nunca se mostra a um estrangeiro, e os moradores de um lugar também nos encaram como pessoas gratuitas." Foi esse sentimento de absoluto não pertencimento, de total estranhamento e mútua desconfiança que Clarice transpôs para Lucrécia, fazendo-a tão sem graça quanto as jovens suíças, "de cara séria, sem vaidade", que só conseguem ser "engraçadinhas no verão". Da mesma forma que ela metamorfoseou a bela, encantadora e quase milenar capital suíça, tombada pela Unesco, no feio, desolado, insípido e atrasado subúrbio de São Geraldo, predestinado a se tornar ainda pior à medida que o "progresso" o vai desfigurando ao final da narrativa.

QUESTIONS & ANSWERS

Qual é o livro mais famoso de Clarice Lispector?

A Hora da Estrela é um dos livros mais conhecidos de Clarice Lispector, contando a história tocante de Macabéa, uma nordestina vivendo no Rio de Janeiro.

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A Hora da Estrela
A Hora da Estrela

 

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